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Meu primeiro instrumento foi a bateria, que comecei a tocar em 1986, aos 14 anos. Nos dois primeiros anos fui aprendendo "na marra", tocando em qualquer coisa, já que não possuía instrumento. Em 87 já tinha minha primeira banda("Medida de Força"), em Salvador, uma banda de rock. Desde muito cedo tinha em mente ser músico e, mais que isso, tinha a certeza de que iria viver tocando rock. Assim que recebi o primeiro convite para montar uma banda e sair de Salvador (já, na época, a "terra do axé"), aceitei e fui morar no Rio de Janeiro, em 1994. Foi na cena underground do Rio, que conheci amigos que viriam a formar comigo a banda "Ostheobaldo", que gravou dois discos, em 96 e 98. Foi no "Ostheobaldo" que comecei a transição da bateria para a percussão, já que era uma banda que tinha muita influência de ritmos regionais, além de já possuir um baterista (P.G.). Com o fechamento do Circo Voador e da rádio Fluminense FM, ficou quase impossível tocar no Rio e nos mudamos para São Paulo. No final de 99, o "Ostheobaldo" se desfez, mas parte da banda continuou morando em SP, onde então conhecemos o vocalista Egypcio e formamos com ele o Tihuana. Foi no Tihuana que me tornei definitivamente um percussionista, abandonando de vez a bateria. O Tihuana possui 5 discos lançados: "Ilegal" (2000), "A Vida nos Ensina" (2001), "Aqui ou em Qualquer Lugar" (2003), "Tihuana" (2005) e agora estamos trabalhando nosso último álbum, o "Um dia de cada vez", lançado no início de 2007. Posso citar como músicos que me influenciaram na percussão, mestres como Naná Vasconcelos, Marcos Suzano, Pedrinho do pandeiro, Laércio da Costa, Carlinhos Brown, entre outros, e grupos de música percussiva instrumental, como Baka Beyond. |